Relato de Experiência com Educação Especial e com Inclusão
Refazendo meu relato...
Após compreender melhor a atividade proposta, juntei meu relato anteriormente aqui postado à Unidade 2.
Tenho algumas experiências em se tratando de inclusão, entre elas cito alunos com retardo mental leve, um vizinho com Síndrome de Down, uma tia com paralisia cerebral, mas vou elatar aqui o caso de um primo.

A esposa do meu primo teve uma gravidez normal, sem problema algum. E na data prevista entrou em trabalho de parto recorreu ao hospital da cidade de Taquara, onde a encaminharam para a cidade de Rolante, onde o obstetra que a atendeu durante o pré-natal estava de plantão. Lá ele disse que não realizaria uma cesariana, pois ela tinha condições de ter um parto normal. Passando o tempo ele viu que ela estava tendo dificuldades para ter o bebê, mesmo com a intenção de pagá-lo pra que fizesse uma cesariana, ele resolveu encaminhá-la pra Porto Alegre. No caminho percebeu que o bebê estava nascendo, mas precisava de ajuda através do parto fórceps, então resolveu voltar par Rolante onde fez o parto fórceps.
Esse parto causou um coágulo sanguíneo na cabeça do bebê, que com um dia de vida precisou passar por uma cirurgia para retirada do coágulo. Devido a dosagem de anestesia ser muito forte para o seu primeiro dia de vida e devido ao sofrimento do parto ele teve paralisia cerebral.
Hoje, com 8 anos, sofre convulsões, que por vezes levam a paradas cardíacas e respiratórias, toma medicamentos para o controle das convulsões, tem acompanhamento na AACD em Porto Alegre, na Helfen em Taquara e neste ano retornou à escola regular.
Com 6 anos frequentou a Pré-escola, que ele adorava, recebia um atendimento e um carinho todo especial. Ganhou móveis adaptados a ele, teve muitas aprendizagens e uma pequena melhora da coordenação-motora.
Porém, quando passou a frequentar o Primeiro ano, mudou-se para outro bairro e trocou de escola. A nova professora teve dificuldades em trabalhar com ele. E constantemente, ele reclamava e, com muita dificuldade na fala, dizia que não queria mais ir pra escola, pois ficava só olhando os colegas, porque a professora não dava nada pra ele fazer. O que os colegas faziam requeria uma coordenação- motora que ele não tem. Então ficava o tempo todo sem fazer nada, apenas observando.
Nesse ano retornou pra escola, para o Segundo ano, com uma nova professora. E nesta semana, quando conversei com o seu pai, ele me contou que ele está muito feliz, já está conseguindo escrever alguma coisa e está gosatando da escola. Oralmente, com toda a sua dificuldade na fala ele participa, responde os questionamentos, demonstra estar iniciando a alfabetização, sua maior dificuldade é de coordenação-motora.
Seus pais, principalmente a mãe, tem se dedicado muito, buscando todos os recursos possíveis para o seu desenvolvimento. Nos deixando um belo exemplo de esperança!
Comments (5)
Maria del Carmen Cabrera Martins said
at 3:25 pm on Apr 15, 2009
Olá, Cristiane, esta parte do dossiê é da segunda atividade, na primeira pede o relato de inlcusão, surgiro que completes.
Abraços
Maria del Carmen
Cristiane said
at 2:48 pm on Apr 16, 2009
Oi! Realmente, qdo li a segunda atividade, percebi que não havia compreendido a primeira.
Logo estarei refazendo.
Cristiane said
at 12:50 am on Apr 18, 2009
Postagem refeita!!!
Maria del Carmen Cabrera Martins said
at 8:25 pm on Apr 20, 2009
Olá, Cristiane, com certeza,temos que ter sempre esperança em tudo, parabenizo teus tios pela dedicação ao filho, pela perseverança. Percebe-se a grande força de vontade que o teu priminho tem em aprender, que continue assim, quem sabe de aqui em diante tu tambem consegues ajuda-lo?!!!
Abraços
Maria del Carmen
lpasserino@... said
at 7:42 pm on Apr 22, 2009
Cris
muito emotivo teu relato e nos mostra como situações que fogem ao nosso controle podem provocar sequelas que levam a uma deficiência. Nesse caso se deu no parto, mas ninguem está isento de ter por exemplo um acidente e precisar ser re-incluído. Neste caso em particular, vejo que a participação da família e de profissionais atentos permitem que os alunos possam se desenvolver no seu próprio ritmo.
No caso dela que está com dificuldades de comunicação, te pergunto, a escola ou a família usam algum tipo de prancha de comunicação? ou algum sistema de comunicação alternativa e aumentativa? Se não sabes...te deixo o desafio aqui para procurares na internet sobre este assunto, acho que pode ajudar muito para a comunicação deste menino
parabens
lili
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